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" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente"
Henfil
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domingo, 16 de setembro de 2012

Nasceram

Quinze dias depois de semeadas, começaram a nascer as Hemerocallis.

Há muito tempo que não tinha sementes desta planta, mas este ano, ao ter várias flores ao mesmo tempo, decidi polinizar-las para ver se conseguia algumas sementes. De todas as que foram polinizadas, apenas uma   foi avante. O mais interessante é que a planta donde tirei o polén é completamente distinta da planta que gerou as sementes. Muito mais pequena e de uma só cor. A outra é de flores grandes e de cor vermelha com riscas amarelas, e as pétalas são mais onduladas, assim como a flor não tem a forma tão tubular da outra.
Agora resta esperar que nasçam todas, que cresçam e que floresçam...essa parte vai ser uma total surpresa! Sairão à mãe? Sairão ao pai? Ou serão uma mistura de ambos? Ou ainda irão buscar características aos "avós"? Vamos ter mesmo que esperar para ver!


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Hoje foi dia de sementeira







segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sementeiras

 Vários Hippeastrum botânicos

Hibridos de Hippeastrum papilio x Hippeastrum sp (de flor amarela)

Germinação em água (Hippeastrum johnsonii)

domingo, 20 de novembro de 2011

Uma já germinou


Este ano a Nerine bowdenii deu várias sementes (as que se vêm na foto), mas muito pequeninas. Até cheguei a  pensar que não estariam totalmente formadas tal era o tamanho delas. No entanto, não quis deixar de experimentar semeá-las, pois ficaria sempre na dúvida se não o fizesse. 

Há dias, e ao fim de algumas semanas foi com surpresa que vi a primeira semente a germinar! Parece que vamos ter novas Nerine cá em casa:)

A planta com as sementes:

terça-feira, 1 de março de 2011

Mais sementeiras

Como já há algum tempo que não fazia uma sementeira, e tendo sementes que já deveriam ser pequenas plantas, pelo tempo que as tenho cá em casa, no domingo foi dia!!!! Sem hesitar, e desta vez, sem cair no disparate de um vaso comum para várias espécies, aproveitei os recipientes dos quejinhos frescos, fiz uns buracos no fundo e, para não balançarem, coloquei-os num tabuleiro onde vem a lasanha pré-cozinhada. Há que reutilizar, certo?

E assim, começou a tarefa...fazer a mistura de terra: uma parte de terra universal, uma parte de terra do campo, um pouco de areia e está feito! Depois foi só sentar-me e com a ajuda de uma pinça, colocar semente a semente no seu vasinho respectivo. Colocadas as respectivas etiquetas, com os nomes e a data, preparei um pouco de água com fungicida e reguei ao de leve por cima das sementes.

Voltei lá fora e coloquei aproximadamente meio centimetro de terra por cima das sementes e para segurar melhor, ainda coloquei umas pedrinhas. Podia ter colocado mais, pois as sementes ao germinar, procurarm o sítio para sairem, mas optei por deixar assim, depois logo se vê.

Deixei o tabuleiro com os vasinhos na rua, protegidos do sol, do vento e da chuva, somente apanham muita claridade, talvez alguns raios de sol pela tarde, e todas as temperatura próprias desta altura.

Espero dentro de algumas semanas ter novidades para contar e mostrar. Até lá, o melhor é esquecer que elas estão ali!



Esqueci-me de dizer o que semeei: 6 Espécies de Rhodophiala, 2 Espécies de Zephyranthes (estão as duas no mesmo vasinho) e 1 Espécie de Leucocoryne:)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje...

Hoje não me apetece mostrar nenhuma foto de flores. Até aparecer a flor, a planta percorre um tão longo caminho, desde que foi uma pequena semente até esse momento tão apreciado por todos, que hoje vou falar um pouco disso.

Vou antes falar de umas sementes... eram sementes de uma das minhas plantas favoritas, a Rodophiala bífida. Estava no inicio da minhas aventuras com sementeiras e, por inexperiência, não consegui que resistissem. Não imaginam o quão desejadas eram essas sementes! Vinham de um outro continente, de muito longe, onde crescem silvestres nos campos, nos caminhos, nos montes, e algumas espécies até crescem em pleno deserto.
Devido ao tempo que passaram na viagem, grande parte delas já chegaram germinadas, o que, se fosse hoje, era meio caminho andado para se tornarem pequenos bolbos em pouco tempo. Mas nessa altura, como já disse, não sabia bem como cuidá-las, e perdi-as. Já lá vão uns anitos, mas acreditem, ainda sinto um frio no estômago quando vejo aquela fotografia. Ter um "tesouro" nas mãos e perdê-lo, é difícil de aceitar!!!

Depois disso, houve muitas sementeiras mais, posso dizer que lhes tomei o gosto e nunca mais parei. De Rodophialas fiz algumas, já tenho pequenos bolbos com 3, 4 anos, e de otras somente algun meses. Nunca vi nenhuma flor, ou por erros de cultivo, ou por ser muito cedo e os bolbos não estarem maduros ainda. Mas o facto de conseguir que germinassem e se tornassem pequenas plantas deixa-me uma sensação de dever cumprido.

Gosto muito de ver as flores, de ver as suas formas e cores e sentir os seus odores, mas hoje confesso uma coisa que muitos que visitam este blog há algum tempo já se aperceberam: o que gosto mesmo, mas muito mesmo é de acompanhar todo o processo de desenvolvimento da planta, com todas as coisas boas e menos boas que vão sucedendo pelo caminho, pois também fazem parte dele: Ver nascer uma planta; ver que vai dar sementes; saber que debaixo da terra está um bolbo adormecido, mas que continua com as raizes activas; chegar um dia e encontrar a ponta de uma futura folha a sair da terra; ou ir mudar um vaso e não encontrar nada, ou melhor, encontar o que resta de um bolbo que não resistiu; ver as folhas amarelar, esperar um ano inteiro por uma flor e na altura, não aparecer nada, e ter que voltar a esperar outro ano; olhar com surpresa para a túnica de um bolbo e descobrir os seus desenhos; encontrar bolbos alongados em vez de redondos, devido a terem passado o tempo a esforçar-se para ir mais para a fundo do vaso; ir ver uma sementeira quase de hora a hora à procura de algo novo; ver um botão floral e tentar adivinhar quantas flores tem; encontrar a cápsula de sementes já madura e colhê-las; ver aparecerem as primeiras plantulas; apreciar as texturas e tons das folhas; replantar um vaso de pequenas plantas de sementeira; ver como bolbos tão pequenos já são tão fortes; observar as raizes contrácteis de algumas, que as puxam mais para baixo no vaso; cuidar de plantas recém-nascidas; ficar com o coração nas mãos se algo não está a correr bem; ver nascer folhas novas; Ver nascer uma planta!!. Enfim, há tanto para ver e sentir!!

domingo, 27 de junho de 2010

Haemanthus albiflos

Uma semente já me chegou germinada, somente com um brotezinho de gora, a outra vinha por germinar. Depois de muito tempo, lá foram evoluindo e agora estão assim. Há dias passei-as para a rua, em sitio protegido do sol e do vento, mas onde se vão habituando às condições naturais do exterior.
Eram assim as pequenas sementinhas em Abril deste ano:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novas Zephyranthes

Não é uma enorme alegria ver que daquelas pequenas sementes negras sairam estas delicadas plantinhas?
Zephyranthes reginae e Zephyranthes citrina

sábado, 28 de março de 2009

Tempo de Semear

Pois é, hoje foi dia de sementeira.

Algo que para mim é um grande desafio, nunca sabendo o que se vai passar a seguir.
Cada semente é senhora de si, caprichosa na sua vontade, mas também agradecida a quem a trata bem.
Desta vez semeei Canarina canariensis, uma planta endémica das Canárias
O nosso clima é um pouco duro para esta planta de climas mais amenos, mas pode ser que se dê bem por cá.
As sementes encontram-se envoltas na polpa suculenta da cápsula.Esta polpa funciona como agente inibidor da germinação, o que a protege para que não germine fora da sua época. A muitas sementes sucede isto, sendo que algumas germinam após as chuvas, outras depois de serem comidas por animais. Neste caso, fui eu que as limpei dessa polpa. Depois de as ter retirado de dentro da cápsula, mergulhei-as em água, mudando a água de seguida.Depois de umas horas de molho, semeei-as numa mistura de terra e areia, devidamente humedecida.
Não vou cobrir as sementes, limitando-me a manter a terra humedecida e num sitio onde não hajam oscilações significativas de temperatura.
Daqui a mais ou menos um mês, se tudo correr como esperado, já devem estar a nascer as pequenas Canarinas.
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