Este domingo, entre períodos de chuva e algumas abertas, fomos para a outra casa, para trazer o resto das coisas que lá tinhamos deixado. Já lá não ia há algum tempo, aliás, nem me apetecia voltar lá, mas tinha mesmo que ser. A minha preocupação foi com plantas que ainda estavam no jardim, que tinham que ser retiradas ou ficaria sem elas.
Algumas, de tão grandes que estão, tiveram que ficar, com muita pena minha, mas não havia hipótese de trazê-las comigo.
Entre elas está um Ficus benjamina, comprado há quase 20 anos num vasinho pequenino e que hoje é uma árvore de mais de três metros de altura. Tendo sofrido várias queimaduras da geada, onde perdeu a folhagem e parte dos troncos, agora está alto e majestojo, e parece-me que muito resistente (para a geada chegar ao tronco tem muita folhagem que percorrer). Este ano pela primeira vez vi as suas sementes, umas pequenas bolinhas verdes que até então não tinha dado.
Uma outra é um lava-garrafas (não me lembro do nome), que também comprei pequenino, que se secou a parte áerea, que pensei que tinha secado completamente, mas que voltou a brotar. Pouco tempo depois já era de novo um arbusto com ganas de ser árvore. Resolvi que ficava muito bonito com os ramos entrançados, e a pouco e pouco lá foi ganhando o jeito de uma trança. Hoje é uma árvore de aprox. 2,5m de altura com um trança de menina.
O meu damasqueiro também lá ficou. Árvore mais recente, ganhou grande porte muito rapidamente, tendo nos oferecido belissimos damascos e apoio para os "meus" pintassilgos pousarem e cantarem as suas belas melodias.
E o Jasmim, e os Hibiscus, a Tetrapanax, a Brugmansia branca dobrada, a Bouganvilea, uma parreira que tinha sido plantada para fazer sombra....enfim, foi o adeus.
Trouxe a pereira e a cerejeira, árvores novas, que espero que peguem, trouxe uma Poinsétia (flor do Natal), alguns cactos e suculentas, algumas estacas que espero que peguem, e uma trepadeira que penso chamar-se Campsis e uma pequena árvore de Lúcia-Lima.
Só espero que os seus futuros donos lhes saibam dar valor e as tratem tão bem como nós o fizemos. As "minhas" árvores merecem!