" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente"
Henfil

terça-feira, 1 de março de 2011

Mais sementeiras

Como já há algum tempo que não fazia uma sementeira, e tendo sementes que já deveriam ser pequenas plantas, pelo tempo que as tenho cá em casa, no domingo foi dia!!!! Sem hesitar, e desta vez, sem cair no disparate de um vaso comum para várias espécies, aproveitei os recipientes dos quejinhos frescos, fiz uns buracos no fundo e, para não balançarem, coloquei-os num tabuleiro onde vem a lasanha pré-cozinhada. Há que reutilizar, certo?

E assim, começou a tarefa...fazer a mistura de terra: uma parte de terra universal, uma parte de terra do campo, um pouco de areia e está feito! Depois foi só sentar-me e com a ajuda de uma pinça, colocar semente a semente no seu vasinho respectivo. Colocadas as respectivas etiquetas, com os nomes e a data, preparei um pouco de água com fungicida e reguei ao de leve por cima das sementes.

Voltei lá fora e coloquei aproximadamente meio centimetro de terra por cima das sementes e para segurar melhor, ainda coloquei umas pedrinhas. Podia ter colocado mais, pois as sementes ao germinar, procurarm o sítio para sairem, mas optei por deixar assim, depois logo se vê.

Deixei o tabuleiro com os vasinhos na rua, protegidos do sol, do vento e da chuva, somente apanham muita claridade, talvez alguns raios de sol pela tarde, e todas as temperatura próprias desta altura.

Espero dentro de algumas semanas ter novidades para contar e mostrar. Até lá, o melhor é esquecer que elas estão ali!



Esqueci-me de dizer o que semeei: 6 Espécies de Rhodophiala, 2 Espécies de Zephyranthes (estão as duas no mesmo vasinho) e 1 Espécie de Leucocoryne:)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Recordar a Hoya carnosa




Hoya carnosa

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Flor de Hoya variegata


(Foto tirada em 30 de Junho de 2010)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

As Hoyas da minha janela

Da esq p/dta: Hoya Lacunosa, Hoya cv Mathilde, Hoya davicummingii, e abaixo: Hoya sp Bogor

" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; 
se não houver flores, valeu a sombra das folhas; 
se não houver folhas, valeu a intenção da semente"

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nerine


"...
- Vai ver outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Quando voltares para me dizeres adeus, faço-te presente de um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas.
- Vós não sois nada parecidas com a minha rosa; ainda não sois nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou, nem vós cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Não passava de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas fiz dela minha amiga e agora é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante aborrecidas.
- Vós sois belas, mas vazias, disse-lhes mais. Ninguém vai morrer por vós. É certo que, quanto à minha rosa, qualquer vulgar transeunte julgará que ela se vos assemelha. Mas, sozinha, ela vale mais do que vós todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que abriguei com um biombo. Porque foi por causa dela que matei as lagartas (excepto duas ou três para as borboletas). Porque foi ela e só ela que ouvi lamentar-se ou gabar-se, ou mesmo, por vezes, calar-se. Porque é a minha rosa.
E voltando para junto da raposa:
- Adeus, disse ele.
- Adeus disse a raposa. Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se recordar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
... "

In O Principezinho

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Flores Outonais



A primeira flor de um Cyclamen hederifolium nascido de semente. Não a esperava tão cedo, foi uma surpresa muito boa. A flor é muito pequenina, mas para compensar é muito bela e graciosa.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pancratium maritimum

Estes pequenos bolbos nasceram de sementes vindas de Espanha, graças à generosidade do meu amigo Juanba.

Já têm uns anitos, mas são muito lentos e ainda só têm este tamanho, o maior não deve ter mais que 2cm de diametro.


O seu habitat é nas dunas junto à praia. Aí crescem, enterrados bem fundo na areia. As suas raizes contrácteis (como as da foto) puxam o bolbo sempre mais para baixo, até atingir uma profundidade confortável, onde ficará protegido das intempéries.  No final do Verão, do nada surgem as suas belas e perfumadas flores brancas.

Quando forem até à praia para o ano que vem, por alturas de meados de Setembro, estejam atentos, quem sabe não têm um encontro com estas pérolas da areia.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sementes

Parece que este ano vou ter de novo sementes de Haemanthus coccineus

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Brancas

Ismene festalis


Parece que querem abraçar o mundo!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Chegaram

Amaryllis belladona

Vai-se embora o Verão e chegam estas senhoras!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje...

Hoje não me apetece mostrar nenhuma foto de flores. Até aparecer a flor, a planta percorre um tão longo caminho, desde que foi uma pequena semente até esse momento tão apreciado por todos, que hoje vou falar um pouco disso.

Vou antes falar de umas sementes... eram sementes de uma das minhas plantas favoritas, a Rodophiala bífida. Estava no inicio da minhas aventuras com sementeiras e, por inexperiência, não consegui que resistissem. Não imaginam o quão desejadas eram essas sementes! Vinham de um outro continente, de muito longe, onde crescem silvestres nos campos, nos caminhos, nos montes, e algumas espécies até crescem em pleno deserto.
Devido ao tempo que passaram na viagem, grande parte delas já chegaram germinadas, o que, se fosse hoje, era meio caminho andado para se tornarem pequenos bolbos em pouco tempo. Mas nessa altura, como já disse, não sabia bem como cuidá-las, e perdi-as. Já lá vão uns anitos, mas acreditem, ainda sinto um frio no estômago quando vejo aquela fotografia. Ter um "tesouro" nas mãos e perdê-lo, é difícil de aceitar!!!

Depois disso, houve muitas sementeiras mais, posso dizer que lhes tomei o gosto e nunca mais parei. De Rodophialas fiz algumas, já tenho pequenos bolbos com 3, 4 anos, e de otras somente algun meses. Nunca vi nenhuma flor, ou por erros de cultivo, ou por ser muito cedo e os bolbos não estarem maduros ainda. Mas o facto de conseguir que germinassem e se tornassem pequenas plantas deixa-me uma sensação de dever cumprido.

Gosto muito de ver as flores, de ver as suas formas e cores e sentir os seus odores, mas hoje confesso uma coisa que muitos que visitam este blog há algum tempo já se aperceberam: o que gosto mesmo, mas muito mesmo é de acompanhar todo o processo de desenvolvimento da planta, com todas as coisas boas e menos boas que vão sucedendo pelo caminho, pois também fazem parte dele: Ver nascer uma planta; ver que vai dar sementes; saber que debaixo da terra está um bolbo adormecido, mas que continua com as raizes activas; chegar um dia e encontrar a ponta de uma futura folha a sair da terra; ou ir mudar um vaso e não encontrar nada, ou melhor, encontar o que resta de um bolbo que não resistiu; ver as folhas amarelar, esperar um ano inteiro por uma flor e na altura, não aparecer nada, e ter que voltar a esperar outro ano; olhar com surpresa para a túnica de um bolbo e descobrir os seus desenhos; encontrar bolbos alongados em vez de redondos, devido a terem passado o tempo a esforçar-se para ir mais para a fundo do vaso; ir ver uma sementeira quase de hora a hora à procura de algo novo; ver um botão floral e tentar adivinhar quantas flores tem; encontrar a cápsula de sementes já madura e colhê-las; ver aparecerem as primeiras plantulas; apreciar as texturas e tons das folhas; replantar um vaso de pequenas plantas de sementeira; ver como bolbos tão pequenos já são tão fortes; observar as raizes contrácteis de algumas, que as puxam mais para baixo no vaso; cuidar de plantas recém-nascidas; ficar com o coração nas mãos se algo não está a correr bem; ver nascer folhas novas; Ver nascer uma planta!!. Enfim, há tanto para ver e sentir!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mais Habrantus

Habranthus tubispathus
Porque é que a flor não abriu no fim de semana??????

Cheguei a casa e já tinha fechado, e não cheguei a ver a flor do meu primeiro Habranthus tubispathus.....

Mais flores virão, e dessa vez, nem que leve o vaso para o trabalho! Perder outra floração, ai isso é que não!!!

domingo, 1 de agosto de 2010

Explosão


Habranthus robustus
Depois de dar umas duas ou três flores isoladas, de repente apareceram esses botões todos. Nem queria acreditar quando vi tanta flor junta. Como podem ver está uma cápsula de sementes no meio do botões florais, resultado das primeiras flores. Agora imaginem como vai ficar daqui a uns dias, quando as cápsulas dessas flores todas começarem a amadurecer!!!
É uma planta que se adapta muito bem ao nosso clima, apesar de ficar sem folhas no Inverno devido às geadas. Mas vale a pena, até porque é extremamente fácil de reproduzir. No caso dos bolbos não sei se se multiplicam com facilidade ou não, pois esses desde que os plantei não voltei a reenvasar. Mas através de semente é das mais fáceis de cultivar. O ano passado por curiosidade semeei algumas num vaso na rua, e por incrível que pareça, passados poucos dias já tinham germinado e hoje já são pequenos bolbilhos. Estes bolbos de semente florescem muito jovens, ao fim de um ano já podem dar a sua primeira flor, e, se o clima for vantajoso, até antes do ano.
Enquanto nos distraimos como estes bolbos mais fáceis, esquecemo-nos um pouco da dificuldade de alguns outros! ! !

terça-feira, 27 de julho de 2010

Riscadinho

Finalmente começam a aparecer sinais de vida nos bolbos de Hippeastrum reticulatum. Comprados há uns bons meses, já andaram de vaso em vaso, já estiveram fora dos vasos, sei lá as peripécias que já sofreram estes bolbos. Isto porque continuo a teimar em cultivar plantas que não são do nosso clima e que é muito difícil adaptarem-se a ele.


Até agora, dos três bolbos somente um é que brotou da terra, talvez por ser maior que os outros ou então porque os outros já não estão em bom estado, mas nesta fase não me atrevo a voltar a retirá-los da terra. Se tiverem que brotar, daqui a algum tempo, saberei.

Não sei se algum dia vou ver a flor destes bolbos, e aqui volta a história do clima, pois como não gostam de frio, dizem que vai ser difícil florescerem. Mas, quem sabe não se aclimatam e nos surpreendem? Aconteceu com o Pancratium zeylanicum, que também não tolera o frio e já me deu duas belas flores e o número de bolbos já aumentou no vaso.

Hippeastrum reticulatum

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Aqui está a Flor de Lis do post anterior.

Neste outro post podem saber a história desses meus bolbos.




e um pequeno visitante que posou para a fotografia e fugiu de seguida


Sprekelia formosissima

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