" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente"
Henfil

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Chegaram

Amaryllis belladona

Vai-se embora o Verão e chegam estas senhoras!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje...

Hoje não me apetece mostrar nenhuma foto de flores. Até aparecer a flor, a planta percorre um tão longo caminho, desde que foi uma pequena semente até esse momento tão apreciado por todos, que hoje vou falar um pouco disso.

Vou antes falar de umas sementes... eram sementes de uma das minhas plantas favoritas, a Rodophiala bífida. Estava no inicio da minhas aventuras com sementeiras e, por inexperiência, não consegui que resistissem. Não imaginam o quão desejadas eram essas sementes! Vinham de um outro continente, de muito longe, onde crescem silvestres nos campos, nos caminhos, nos montes, e algumas espécies até crescem em pleno deserto.
Devido ao tempo que passaram na viagem, grande parte delas já chegaram germinadas, o que, se fosse hoje, era meio caminho andado para se tornarem pequenos bolbos em pouco tempo. Mas nessa altura, como já disse, não sabia bem como cuidá-las, e perdi-as. Já lá vão uns anitos, mas acreditem, ainda sinto um frio no estômago quando vejo aquela fotografia. Ter um "tesouro" nas mãos e perdê-lo, é difícil de aceitar!!!

Depois disso, houve muitas sementeiras mais, posso dizer que lhes tomei o gosto e nunca mais parei. De Rodophialas fiz algumas, já tenho pequenos bolbos com 3, 4 anos, e de otras somente algun meses. Nunca vi nenhuma flor, ou por erros de cultivo, ou por ser muito cedo e os bolbos não estarem maduros ainda. Mas o facto de conseguir que germinassem e se tornassem pequenas plantas deixa-me uma sensação de dever cumprido.

Gosto muito de ver as flores, de ver as suas formas e cores e sentir os seus odores, mas hoje confesso uma coisa que muitos que visitam este blog há algum tempo já se aperceberam: o que gosto mesmo, mas muito mesmo é de acompanhar todo o processo de desenvolvimento da planta, com todas as coisas boas e menos boas que vão sucedendo pelo caminho, pois também fazem parte dele: Ver nascer uma planta; ver que vai dar sementes; saber que debaixo da terra está um bolbo adormecido, mas que continua com as raizes activas; chegar um dia e encontrar a ponta de uma futura folha a sair da terra; ou ir mudar um vaso e não encontrar nada, ou melhor, encontar o que resta de um bolbo que não resistiu; ver as folhas amarelar, esperar um ano inteiro por uma flor e na altura, não aparecer nada, e ter que voltar a esperar outro ano; olhar com surpresa para a túnica de um bolbo e descobrir os seus desenhos; encontrar bolbos alongados em vez de redondos, devido a terem passado o tempo a esforçar-se para ir mais para a fundo do vaso; ir ver uma sementeira quase de hora a hora à procura de algo novo; ver um botão floral e tentar adivinhar quantas flores tem; encontrar a cápsula de sementes já madura e colhê-las; ver aparecerem as primeiras plantulas; apreciar as texturas e tons das folhas; replantar um vaso de pequenas plantas de sementeira; ver como bolbos tão pequenos já são tão fortes; observar as raizes contrácteis de algumas, que as puxam mais para baixo no vaso; cuidar de plantas recém-nascidas; ficar com o coração nas mãos se algo não está a correr bem; ver nascer folhas novas; Ver nascer uma planta!!. Enfim, há tanto para ver e sentir!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mais Habrantus

Habranthus tubispathus
Porque é que a flor não abriu no fim de semana??????

Cheguei a casa e já tinha fechado, e não cheguei a ver a flor do meu primeiro Habranthus tubispathus.....

Mais flores virão, e dessa vez, nem que leve o vaso para o trabalho! Perder outra floração, ai isso é que não!!!

domingo, 1 de agosto de 2010

Explosão


Habranthus robustus
Depois de dar umas duas ou três flores isoladas, de repente apareceram esses botões todos. Nem queria acreditar quando vi tanta flor junta. Como podem ver está uma cápsula de sementes no meio do botões florais, resultado das primeiras flores. Agora imaginem como vai ficar daqui a uns dias, quando as cápsulas dessas flores todas começarem a amadurecer!!!
É uma planta que se adapta muito bem ao nosso clima, apesar de ficar sem folhas no Inverno devido às geadas. Mas vale a pena, até porque é extremamente fácil de reproduzir. No caso dos bolbos não sei se se multiplicam com facilidade ou não, pois esses desde que os plantei não voltei a reenvasar. Mas através de semente é das mais fáceis de cultivar. O ano passado por curiosidade semeei algumas num vaso na rua, e por incrível que pareça, passados poucos dias já tinham germinado e hoje já são pequenos bolbilhos. Estes bolbos de semente florescem muito jovens, ao fim de um ano já podem dar a sua primeira flor, e, se o clima for vantajoso, até antes do ano.
Enquanto nos distraimos como estes bolbos mais fáceis, esquecemo-nos um pouco da dificuldade de alguns outros! ! !

terça-feira, 27 de julho de 2010

Riscadinho

Finalmente começam a aparecer sinais de vida nos bolbos de Hippeastrum reticulatum. Comprados há uns bons meses, já andaram de vaso em vaso, já estiveram fora dos vasos, sei lá as peripécias que já sofreram estes bolbos. Isto porque continuo a teimar em cultivar plantas que não são do nosso clima e que é muito difícil adaptarem-se a ele.


Até agora, dos três bolbos somente um é que brotou da terra, talvez por ser maior que os outros ou então porque os outros já não estão em bom estado, mas nesta fase não me atrevo a voltar a retirá-los da terra. Se tiverem que brotar, daqui a algum tempo, saberei.

Não sei se algum dia vou ver a flor destes bolbos, e aqui volta a história do clima, pois como não gostam de frio, dizem que vai ser difícil florescerem. Mas, quem sabe não se aclimatam e nos surpreendem? Aconteceu com o Pancratium zeylanicum, que também não tolera o frio e já me deu duas belas flores e o número de bolbos já aumentou no vaso.

Hippeastrum reticulatum

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Aqui está a Flor de Lis do post anterior.

Neste outro post podem saber a história desses meus bolbos.




e um pequeno visitante que posou para a fotografia e fugiu de seguida


Sprekelia formosissima

domingo, 18 de julho de 2010

Em botão


Alguém adivinha que flor é esta que está quase a abrir?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Mãos na terra

Tinha uma Stapelia para plantar e já há alguns que o devia ter feito. À tarde, fui para o quintal e meti as mãos na terra. Quem nunca experimentou, não sabe o bem que faz à alma, estar ali, mexer na terra, sentir a sua textura, verificar a sua consistência, ter algun encontro inesperado com aranhiços e outros bichos mais estranhos, voltar a remexer até estar tudo bem misturado. Depois, bem...
...antes de plantar a Stapelia, olhei para uns Lithops que estavam muito secos e foi com esses que comecei. Mudei-lhes a terra, desta vez sem me preocupar demasiado se era terra propria para lithops ou não, seguramene que é melhor que a que tinham. Como ainda eram alguns vasos, demorou o seu tempo. Seguiu-se a Stapelia e uns pedacinhos de uma Huernia que tinha aprodrecido na base e eu cortei pelo são, e como também já estavam há uns dias a secar, foram também plantadas. Mas só isso era pouco, ainda havia muita terra e eu estava ali tãooooo bem.
Uns Hippeastrum nascidos de semente que tinham vindo para a rua há poucos dias estavam em vasos já muito apertados (como crescem depressa!), e também tiveram direito a casa nova.
E seguiram-se mais uns Pleiospilos, Schlumbergeras e Hatioras, um Epiphullum, bolbos que foram retirados da terra, uma hoya, cactos e mais cactos, duas ou três Echeverias, alguns Sempervivums, mais bolbos .... a noite chegou, e que depressa chegou, e sem luz, tive que terminar e vir embora para casa!
Não sei se amanhã vou continuar, pois ainda ficou muito para fazer. Não me lembrava que nesse cantinho há tanto com que ocupar o tempo!Mas quando se começa, é que nos apercebemos que , se quisermos, temos sempre muito que fazer, seja o espaço grande ou pequeno!

sábado, 10 de julho de 2010

Nova Flor

Esta bela flor nasceu de uma pequena sementinha vinda de um país distante.
Às vezes tenho a sensação de que sou um pouco enfadonha quando venho aqui falar e mostrar as minhas sementeiras.
Mas quando, ao fim de algum tempo, aparece o resultado da longa espera, sinto que devo continuar a insistir em cultivar estas plantas desta forma.
Inicialmente tinha colocado aqui o nome de Zephyranthes drumondii (é esse que tenho na etiqueta), mas não é essa, e sinceramente não faço ideia se é Zephyranthes se é Habranthus, vou pesquisar um pouco mais sobre esta flor. A Zephyranthes drumondii é branca, sendo que o mais parecido que encontro é Habranthus martinezii. Se alguém souber qual é a espécie, agradeço a ajuda.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um ar de fresco



Eucomis sp

sábado, 3 de julho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

Haemanthus albiflos

Uma semente já me chegou germinada, somente com um brotezinho de gora, a outra vinha por germinar. Depois de muito tempo, lá foram evoluindo e agora estão assim. Há dias passei-as para a rua, em sitio protegido do sol e do vento, mas onde se vão habituando às condições naturais do exterior.
Eram assim as pequenas sementinhas em Abril deste ano:

domingo, 20 de junho de 2010

Hoya carnosa tricolor


O nascer das folhas desta planta é magnifico, passando por esses tons avermelhados e aos poucos, conforme vai amadurecendo, vão-se tornando verdes e brancos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Simples Sparaxis


Entre todas as Sparaxis que tenho por aqui, esta é uma das mais simples, com alguma tendência a passar despercebida no meio das outras. Talvez por isso, seja ela a eleita para vir ao blog, mostrar a sua singeleza e grande beleza.

Mais Sparaxis em PBS
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