Tinha uma Stapelia para plantar e já há alguns que o devia ter feito. À tarde, fui para o quintal e meti as mãos na terra. Quem nunca experimentou, não sabe o bem que faz à alma, estar ali, mexer na terra, sentir a sua textura, verificar a sua consistência, ter algun encontro inesperado com aranhiços e outros bichos mais estranhos, voltar a remexer até estar tudo bem misturado. Depois, bem...
...antes de plantar a Stapelia, olhei para uns Lithops que estavam muito secos e foi com esses que comecei. Mudei-lhes a terra, desta vez sem me preocupar demasiado se era terra propria para lithops ou não, seguramene que é melhor que a que tinham. Como ainda eram alguns vasos, demorou o seu tempo. Seguiu-se a Stapelia e uns pedacinhos de uma Huernia que tinha aprodrecido na base e eu cortei pelo são, e como também já estavam há uns dias a secar, foram também plantadas. Mas só isso era pouco, ainda havia muita terra e eu estava ali tãooooo bem.
Uns Hippeastrum nascidos de semente que tinham vindo para a rua há poucos dias estavam em vasos já muito apertados (como crescem depressa!), e também tiveram direito a casa nova.
E seguiram-se mais uns Pleiospilos, Schlumbergeras e Hatioras, um Epiphullum, bolbos que foram retirados da terra, uma hoya, cactos e mais cactos, duas ou três Echeverias, alguns Sempervivums, mais bolbos .... a noite chegou, e que depressa chegou, e sem luz, tive que terminar e vir embora para casa!
Não sei se amanhã vou continuar, pois ainda ficou muito para fazer. Não me lembrava que nesse cantinho há tanto com que ocupar o tempo!Mas quando se começa, é que nos apercebemos que , se quisermos, temos sempre muito que fazer, seja o espaço grande ou pequeno!