Dizem que à terceira é de vez, mas neste caso foi à segunda.
Os primeiros bolbos não resistiram ao nosso clima e acabaram cozidos pelo frio.
Foi uma desilusão completa, e até cheguei a pensar em desistir.
Mas um dia voltei a pensar: porque não tentar de novo?
E lá chegaram mais três bolbos, muito pequeninos mas muito saudáveis.
Durante meses estiveram sem dar sinais de vida, e cheguei mesmo a pensar que esses também se iam perder. Mas por outro lado, tinha sempre alguma réstea de esperança, pois desta vez, tinha tido mais cuidado, tinha posto o vaso dentro de casa, no parapeito da janela da cozinha, onde os podia controlar todos os dias.
Um dia, sem esperar, espreitei o fundo do vaso, e qual não foi o meu espanto quando vejo uma pequena raiz branca a sair pelo buraco do vaso. Senti um enorme alívio, pois isso era sinal de que, pelo menos um dos bolbos tinha sobrevivido.
Ao fim de umas semanas, começaram a aparecer as folhinhas de dois dos bolbos ao cimo da terra.
Mas o terceiro bolbo não dava nenhum sinal.
Até que há umas semanas atrás, nasceram folhas e varas florais de uma só vez. Afinal era por isso que não tinha crescido como os outros, estava a preparar as flores.
Assim, consegui, pela primeira vez, ver florescer este bolbo originário da India e ilhas do Oceano Índico.
É com muito orgulho que vos apresento o Pancratium Zeylanicum

