" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente"
Henfil

sábado, 19 de maio de 2007

Rosa à vista

Após alguns meses de dormência, e do crescimento das folhas, eis que aparece o fruto dessa longa espera.
Conhecida por muitos como Jarro, é uma flor muito simples de cuidar. Basta ter o cuidado de não lhe deixar secar a terra e de mantê-la num local com alguma sombra, adubando-a de vez em quando.
Esta foi a primeira que me floresceu este ano, mas espero ver a flor de muitas outras que tenho a crescer.
O curioso deste jarro, especificamente, é que as folhas são todas verdes, não tendo aquelas pintinhas brancas tão características dos Jarros de cor.


Nome Cientifico: Zantedeschia aethiopica
Entrei agora e surpresa boa:

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Obrigada a todos.
Cris

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Lilium Candidum





Para quê outro título?


É o primeiro ano que as tenho, alías, tenho estes 4 bolbos desde o Verão passado, quando já estavam em dormência.
Desde o Outono quando apareceram as primeiras folhas, que não tiro os olhos desta planta.


Tem um ciclo de crescimento espantoso: inicialmente as folhas formam uma roseta. Após uns dois meses, começa a surgir um caule, sempre com folhas. À medida que o caule vai crescendo, as folhas vão diminuindo de comprimento, até que começam a aparecer os botões florais, todos muito juntinhos, e já quase sem folhas.


Assim que a flor está prestes a abrir, o botão deixa de estar virado para cima e descai para ficar na horizontal.


E a partir daqui, palavras para quê? Só se for para dizer que tem um cheiro delicioso, fresco, doce, subtíl e não encontro mais palavras para descrevê-lo. Nem os Liliums Orientais, que cheiram maravilhosamente, conseguem este aroma único próprio da espécie botânica.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

E em contraste...



Como tinha dito, os Gladiolus Nanus existem em várias cores. Um outro que está agora em flor é este vermelho, cuja foto não consegue apanhar bem a cor. Parece quase veludo. E ainda é mais pequenino que o branco.

domingo, 13 de maio de 2007

A Pureza do Branco


Os Gladiolus são plantas muito conhecidas e apreciadas por grande parte das pessoas. Normalmente vemo-los em quase todos os jardins a partir desta altura, e não há dúvida de que fazem um belo quadro. Também os tenho, não muitos, mas, e há sempre um mas, "descobri" outros Gladiolus, os Nanus, e desde então os outros ficaram para segundo plano.


Os Galiolus Nanus são mais pequenos, de várias cores, que vão desde o rosa claro ao vermelho, ao branco com umas pintas rosa fucshia nas pétalas debaixo, até ao branco. E são esses brancos, raiados ligeiramente de amarelo limão que, por serem tão simples e belos, vos trago aqui hoje.

Fora do Tempo


Já não esperava ver flores das Anémones este ano, ainda mais em vermelho. Tenho comprado muitas todos os anos, umas vão adiante, outras ficam pelo caminho, e as que florescem têm sido todas azuis: azuis simples, azuis dobradas, azuis, azuis, azuis. Parece que agora fui recompensada pelo esforço.

A flor é grande, maior que as famosas azuis, dá gosto olhar para ela. O caule cresceu tanto, que ontem e hoje com o vento que fez, já se tombou várias vezes, mesmo amparada com uma cana.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Um Hipp diferente


Todos os dias vou ver como estão os botões dos meus Hipp, resistindo à tentação de tentar abrir uma pétala para ver de que cor vai ser.

Uma destas manhãs, antes de ir trabalhar, fui espreitar e encontrei este, com umas flores enormes e dobradas. Não está muito alto, mas parece que até fica mais bonito assim, com as flores perto das folhas.

Este só tem um senão, ou melhor, não tem : Aquele cheiro tão típico dos Hipp antigos.

A colheita



Ontem e hoje foram dias de colheita de sementes. É uma emoção ver que as cáspulas já começaram a abrir e que está na altura certa de as apanhar, senão corremos o risco de cairem para o chão. Estou a falar das Sparaxis, porque das outras ainda é cedo.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Mais Amarelo


Por mais flores que veja, nunca me canso delas.

São sempre diferentes umas das outras. Ou são mais ou menos coloridas, têm mais ou menos pintas ou riscas, têm folhas largas ou estreitas, ou mais ou menos verdes, são mais altas ou mais baixas, ficam melhor ou pior enquandradas no local onde foram plantadas, são mais ou menos visitadas pelos insectos. Enfim, um sem fim de maneiras diferentes de vermos a mesma planta.

sábado, 5 de maio de 2007

A alegria do jardim


Ornithogalum Thyrsoides

Em plena floração neste momento, estas plantas com um nome de assustar qualquer um, são as princesas do jardim, já que as rainhas são os Hipp.
Estão algumas semanas vistosas, as flores da parte de baixo do cacho vão murchando e abrindo novas flores mais acima. Quando estão quase a terminar a floração, já apareceu entretanto uma outra vara floral.
Também as há de cor amarela, mas ainda não tive a sorte de encontrar nenhuma à venda. Só por curiosidade, quando vi essa amarela, tinha acabado de ser vendida e a futura dona já a tinha na mão. Ainda pensei em perguntar-lhe se não ma queria vender, mas era demais, contive-me.Assim, vou apreciando as minhas.


Ornithogalum Arabicum





quinta-feira, 3 de maio de 2007

Sementinhas, Sementinhas



Ver as plantas nascer e acompanhar o seu crescimento até à floração, é algo muito mais emocionante que irmos à loja e comprar os bolbos ou a planta já florida. Certo é que, com certas bolbosas é extremamente dificil, senão impossível, conseguirmos levar avante este desafio.
A boa notícia é que há outras que são muito fáceis de obter por semente, como é o caso das Frésias, dos Muscaris (foto de cima), dos Allium e das Sparaxis, entre outras.
Para isso, não cortamos os caules onde estiveram as flores. É aí que se formam as cápsulas de sementes. Quando começarmos a vê-las ficar com uma tonalidade acastanhada, a atenção deve ser redobrada, pois a qualquer momento as cápsulas abrem-se e as sementes podem cair ao chão, perdendo-se assim a tão aguardada colheita.
A melhor forma de as guardar será em saquinhos de papel, para poderem "respirar", até ao próximo Outono, altura em que devem ser semeadas. Aquelas que caem no chão, ali ficam até chegarem as temperaturas ideais para a sua germinação.
Quero só salientar que ao formarem sementes, os bolbos esgotam muitos nutrientes nessa tarefa, pelo que devemos adubá-los de vez em quando, enquanto as folhas se mantiverem verdes.

Altura de descansar


Agora que as Túlipas terminaram a floração, chegou a altura de prepará-las para o merecido reposo.
Para que a planta não esgote os restantes nutrientes a tentar formar sementes, devemos cortar o caule floral, deixando ficar todas as folhas, que vão nutrir a planta até se secarem.

Podemos dar-lhe uma ajudinha a acumular reservas, adubando-as com uma certa regularidade (de 15 em 15 dias) com um fertilizante rico em postássio. Parece contraditório estar a adubar com uma substância que induz a floração, mas essa mesma substância também nutre o bolbo para florir na próxima época.

Quando as folhas secarem completamente, paramos com as regas e a adubação, e deixamos passar mais uma semana ou duas, para a parte que está dentro da terra também ter tempo de secar.

Então, podemos pôr mãos ao trabalho e sacar os bolbos da terra, deixando-os um dia ou dois numa caixa a apanhar ar (sem sol directo), para que toda a terra que está agarrada a eles possa secar e assim conseguirmos limpá-los melhor.

Finalmente, depois de estarem limpos, colocam-se numa caixa de cartão, polvilhados com um pouco de fungicida (eu uso enxofre amarelo), e guardamo-los num local escuro e fresco, não esquecendo de os ir ver de vez em quando, pois pode haver algum bolbo com podridão, o qual tem que ser removido, para não contagiar os restantes.



* Por vezes, ao sacar os bolbos da terra, trazem bolbinhos pequeninos. Se tivermos muita paciência, podemos cuidá-los de igual forma, e daqui a uns anos também darão flor.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Sem palavras


É sempre muito agradável, depois de um dia de trabalho, chegar a casa e vermos mais uma flor dos nossos afectos. Não esperava tal demonstração de beleza, nunca a tinha visto florir, mas contava que só tivesse uma cor (não que as de uma só cor sejam feias, muito pelo contrário). Assim, com estas pinceladas de vermelho no branco puro, é demais...


Fiquei sem palavras...

O seu nome: Hippeastrum, mais conhecida por Amarilis.
A variedade - não a sei. Para mim, é o meu Hipp, como eu lhes chamo, o meu primeiro Hipp não forçado a florir este ano.


E como alguém disse: " Lets the show begin".

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Quem não gosta do amarelo?


Já lá vão alguns dias desde que vi a última Túlipa em flor no meu jardim.

Esta foi uma das que mais gostei, apesar de não ter crescido muito alto. No entanto, compensou essa falta com uma conjugação das cores que se destacou entre todas as outras plantas ao seu redor.

Verde, sempre verde


Apesar de ainda serem pequenas, estas folhas já mostram bem o trabalho que a Natureza teve ao dobrá-las. Esta imagem faz-me recuar no tempo, onde eu era mais pequena e dobrava uma folha de papel até não conseguir mais, e quando terminava, abria-a e ficava assim, tal qual as folhas das Tigridias.

Estas pequenas bolbosas de origem Mexicana, florescem no inicio do Verão, onde cada flor só dura um dia, mas da vara floral pode sair uma sucessão de flores, dia após dia.


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