" Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente"
Henfil

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Um Hipp diferente


Todos os dias vou ver como estão os botões dos meus Hipp, resistindo à tentação de tentar abrir uma pétala para ver de que cor vai ser.

Uma destas manhãs, antes de ir trabalhar, fui espreitar e encontrei este, com umas flores enormes e dobradas. Não está muito alto, mas parece que até fica mais bonito assim, com as flores perto das folhas.

Este só tem um senão, ou melhor, não tem : Aquele cheiro tão típico dos Hipp antigos.

A colheita



Ontem e hoje foram dias de colheita de sementes. É uma emoção ver que as cáspulas já começaram a abrir e que está na altura certa de as apanhar, senão corremos o risco de cairem para o chão. Estou a falar das Sparaxis, porque das outras ainda é cedo.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Mais Amarelo


Por mais flores que veja, nunca me canso delas.

São sempre diferentes umas das outras. Ou são mais ou menos coloridas, têm mais ou menos pintas ou riscas, têm folhas largas ou estreitas, ou mais ou menos verdes, são mais altas ou mais baixas, ficam melhor ou pior enquandradas no local onde foram plantadas, são mais ou menos visitadas pelos insectos. Enfim, um sem fim de maneiras diferentes de vermos a mesma planta.

sábado, 5 de maio de 2007

A alegria do jardim


Ornithogalum Thyrsoides

Em plena floração neste momento, estas plantas com um nome de assustar qualquer um, são as princesas do jardim, já que as rainhas são os Hipp.
Estão algumas semanas vistosas, as flores da parte de baixo do cacho vão murchando e abrindo novas flores mais acima. Quando estão quase a terminar a floração, já apareceu entretanto uma outra vara floral.
Também as há de cor amarela, mas ainda não tive a sorte de encontrar nenhuma à venda. Só por curiosidade, quando vi essa amarela, tinha acabado de ser vendida e a futura dona já a tinha na mão. Ainda pensei em perguntar-lhe se não ma queria vender, mas era demais, contive-me.Assim, vou apreciando as minhas.


Ornithogalum Arabicum





quinta-feira, 3 de maio de 2007

Sementinhas, Sementinhas



Ver as plantas nascer e acompanhar o seu crescimento até à floração, é algo muito mais emocionante que irmos à loja e comprar os bolbos ou a planta já florida. Certo é que, com certas bolbosas é extremamente dificil, senão impossível, conseguirmos levar avante este desafio.
A boa notícia é que há outras que são muito fáceis de obter por semente, como é o caso das Frésias, dos Muscaris (foto de cima), dos Allium e das Sparaxis, entre outras.
Para isso, não cortamos os caules onde estiveram as flores. É aí que se formam as cápsulas de sementes. Quando começarmos a vê-las ficar com uma tonalidade acastanhada, a atenção deve ser redobrada, pois a qualquer momento as cápsulas abrem-se e as sementes podem cair ao chão, perdendo-se assim a tão aguardada colheita.
A melhor forma de as guardar será em saquinhos de papel, para poderem "respirar", até ao próximo Outono, altura em que devem ser semeadas. Aquelas que caem no chão, ali ficam até chegarem as temperaturas ideais para a sua germinação.
Quero só salientar que ao formarem sementes, os bolbos esgotam muitos nutrientes nessa tarefa, pelo que devemos adubá-los de vez em quando, enquanto as folhas se mantiverem verdes.

Altura de descansar


Agora que as Túlipas terminaram a floração, chegou a altura de prepará-las para o merecido reposo.
Para que a planta não esgote os restantes nutrientes a tentar formar sementes, devemos cortar o caule floral, deixando ficar todas as folhas, que vão nutrir a planta até se secarem.

Podemos dar-lhe uma ajudinha a acumular reservas, adubando-as com uma certa regularidade (de 15 em 15 dias) com um fertilizante rico em postássio. Parece contraditório estar a adubar com uma substância que induz a floração, mas essa mesma substância também nutre o bolbo para florir na próxima época.

Quando as folhas secarem completamente, paramos com as regas e a adubação, e deixamos passar mais uma semana ou duas, para a parte que está dentro da terra também ter tempo de secar.

Então, podemos pôr mãos ao trabalho e sacar os bolbos da terra, deixando-os um dia ou dois numa caixa a apanhar ar (sem sol directo), para que toda a terra que está agarrada a eles possa secar e assim conseguirmos limpá-los melhor.

Finalmente, depois de estarem limpos, colocam-se numa caixa de cartão, polvilhados com um pouco de fungicida (eu uso enxofre amarelo), e guardamo-los num local escuro e fresco, não esquecendo de os ir ver de vez em quando, pois pode haver algum bolbo com podridão, o qual tem que ser removido, para não contagiar os restantes.



* Por vezes, ao sacar os bolbos da terra, trazem bolbinhos pequeninos. Se tivermos muita paciência, podemos cuidá-los de igual forma, e daqui a uns anos também darão flor.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Sem palavras


É sempre muito agradável, depois de um dia de trabalho, chegar a casa e vermos mais uma flor dos nossos afectos. Não esperava tal demonstração de beleza, nunca a tinha visto florir, mas contava que só tivesse uma cor (não que as de uma só cor sejam feias, muito pelo contrário). Assim, com estas pinceladas de vermelho no branco puro, é demais...


Fiquei sem palavras...

O seu nome: Hippeastrum, mais conhecida por Amarilis.
A variedade - não a sei. Para mim, é o meu Hipp, como eu lhes chamo, o meu primeiro Hipp não forçado a florir este ano.


E como alguém disse: " Lets the show begin".

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Quem não gosta do amarelo?


Já lá vão alguns dias desde que vi a última Túlipa em flor no meu jardim.

Esta foi uma das que mais gostei, apesar de não ter crescido muito alto. No entanto, compensou essa falta com uma conjugação das cores que se destacou entre todas as outras plantas ao seu redor.

Verde, sempre verde


Apesar de ainda serem pequenas, estas folhas já mostram bem o trabalho que a Natureza teve ao dobrá-las. Esta imagem faz-me recuar no tempo, onde eu era mais pequena e dobrava uma folha de papel até não conseguir mais, e quando terminava, abria-a e ficava assim, tal qual as folhas das Tigridias.

Estas pequenas bolbosas de origem Mexicana, florescem no inicio do Verão, onde cada flor só dura um dia, mas da vara floral pode sair uma sucessão de flores, dia após dia.


domingo, 29 de abril de 2007

Que belo petisco


Que belo petisco para quem gosta de caracois, mas também para os caracois, as petalas de algumas flores são um manjar dos Deuses.

Neste pobre Gladiolus Nanus, a visita de estes caracois resultou numas folhas com uns recortes especiais.

sábado, 28 de abril de 2007

E vivam as cores

Ao longe, só se vê uma mancha vermelha no meio do verde. Chegamos mais perto e afinal há mais para ver: duas pétalas diferentes das demais. Aquele amarelo junto com as pequenas riscas quer chamar a atenção dos abelhões, para que a flor seja polinizada e assim poder perpetuar a espécie.
Se observarmos com mais atenção, há outras duas pétalas, mais largas, e ainda uma quinta pétala, mais pequena, também com riscas, mas sem amarelo. Isto porque o insecto deverá "aterrar" nas pétalas mais coloridas, que para onde estão viradas as anteras cheias de polén.
Nada existe por acaso.

Despedida


Anunciando o final do Inverno, este narciso com um cheiro muito agradável, com o nome de Cheerfulness, foi o último a florir´.
Dentro em pouco junta-se aos companheiros, para acumular nutrientes através das suas folhas ainda verdes durante algum tempo, para depois entrar no seu merecido reposo.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Já faltam poucos dias...



Nesta altura em que os botões florais aparecem, somos inundados por uma ansia sem fim, querendo que abram o mais depressa possivel. Então, é neste momento que começamos a dar largas à nossa imaginação: será vermelha? rosa? branca? com riscas?


Pois é, a paciência é uma virtude, já diz o velho ditado, mas também há um que diz que quem espera, desespera. Vá lá saber!


Serão pintadas?



Nem sempre damos a devida atenção às folhas das plantas, desviando-a para as flores com as suas cores e aromas. Mas a verdade é que se olharmos com um pouquinho mais de atenção, existem partes da planta que tambem merecem ser admiradas.


Estas folhas da Zantedeschia, mais conhecida por Jarro, parecem que foram salpicadas de tinta branca. Se olharmos através delas quase que se consegue ver o que está por trás, são quase transparentes esses pedacinhos de branco.


quinta-feira, 26 de abril de 2007

Tinta para quê?



Dos muitos bolbos de Lillium que compramos, muito poucos correspondem às nossas expectativas em questão de cor, formato e cheiro. Mas há sempre alguns que ultrapassam qualquer ideia que tinhamos sobre eles.
Vale a pena esperar algumas semanas, sempre a contar os dias, para um desses dias, quando chegamos a casa, sentir um perfume doce e fresco que vem de algum lado. Ao procurarmos a sua origem, batemos com o olhar numa das mais belas obras da Mãe Natureza.
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