As flores e as ervas misturam-se, já não se percebendo o que é o quê.
Espalhados aqui e ali, aparecem os buracos feitos para retirar os bolbos, e que ficaram por tapar.
Por mais que tentasse, muitas sementes cairam ao chão, não lhes dando a devida atenção na altura certa de as colher.
Muitas plantas cresceram demais e já não irão suportar a mudança.
Assim estou eu, com a minha alma cheia de buracos, a aprender lições daquilo que fiz e do que não fiz na altura certa, já no meio de uma mudança e envolta num emaranhado de ervas e flores.
As ervas, grande parte do tempo, crescem tanto que conseguem abafar as flores, as quais gritam por mim para lhes dar atenção. E eu, quase completamente envolta nas ervas, não ouço as minhas flores. Até que uma dessas flores, na sua ingénua sabedoria, começa a murchar...murcha até eu lhe chegar perto e lhe dar um sopro de atenção. De imediato, arriba e põe-se linda de novo. Num instante!
Pelas minhas flores tenho que levantar a cabeça e abafar eu as ervas.
